Entenda como funciona a mineração de Bitcoin

0
48

Antes de falarmos sobre a mineração, você sabe o que é Bitcoin?

Bitcoin é uma criptomoeda digital usada para transações comerciais. Assim como com qualquer outra moeda que conhecemos, com ela é possível adquirir produtos e serviços. A diferença é que o Bitcoin não existe fisicamente. O responsável pela criação foi Satoshi Nakamoto em 2009, período de crise internacional. Existem algumas teorias em torno de Satoshi Nakamoto, uma delas é de que seja um pseudônimo utilizado por um grupo de pessoas. Seja ele um indivíduo ou um grupo, o fato é que o objetivo alegado era o de oferecer uma moeda que não dependesse de governos ou instituições, nem fosse submetida a oscilações por conta de eventos políticos.

O Bitcoin foi a primeira criptomoeda descentralizada já criada. Isso significa que não existe um órgão regulador, como um Banco Central que controla a chamada moeda fiduciária. Quando um órgão controla a moeda de um país, é esse órgão que decide quando emitir mais moedas e, quando estas são inseridas no mercado, aquelas já em circulação perdem um pouco o valor, gerando a famosa inflação. Isso não acontece com o Bitcoin, pois já existe um montante predefinido para existir, que é de 21 milhões de Bitcoins. As moedas “tradicionais” são emitidas pelo órgão regulador, enquanto as criptomoedas são mineradas e o processo leva esse nome em alusão à mineração de metais. É comum vermos pessoas afirmarem que as transações feitas com a criptomoeda não são rastreáveis, o que não é verdade, pois todas as movimentações relacionadas ao Bitcoin são registradas nos chamados blockchains. O que acontece é que, ao invés de identidades vinculadas às operações e contas, o que existe é apenas um código, uma chave de identificação.

Uma informação importante: os Bitcoins são armazenados em uma espécie de cofre virtual, em que só é possível acessar através de uma chave e, basicamente, quem a possui, detém os bitcoins. Ou seja: caso perca a sua chave, não será possível acessar seus bitcoins e se eventualmente alguém conseguir essa informação, estará apto a movimentar seus bitcoins.

Blockchain: Segurança nas transações

O blockchain, resumidamente, é o que dá transparência e segurança às transações em bitcoin, pois funciona como um livro virtual de registros. Todas as transações feitas ao redor do mundo com a criptomoeda são nele registradas. O sistema é composto de computadores espalhados por todo o mundo, que funcionam de forma independente, mas são conectados através da rede e formam um bloco. Quando uma transação é feita, é iniciada sua verificação em todos os computadores. O primeiro a identificar, se comunica com todos os demais, confirmando a transação. Para manter todo o sistema em funcionamento, é necessário que computadores estejam ligados o tempo todo, para confirmar e auditar as transações.

Mas afinal, como funciona a mineração?

São os chamados mineradores os responsáveis por manter o sistema funcionando. Novos blocos de transações são adicionados na rede por eles e, para isso, eles precisam solucionar problemas matemáticos. O primeiro a solucionar recebe uma recompensa em bitcoin. No passado era viável minerar em seu próprio computador, hoje isso já não é mais possível, ainda que você possua um computador gamer de última geração. Essa mudança aconteceu em 2013, ano de lançamento dos chips ASICS. Os chips são feitos exclusivamente para mineração de bitcoin, por isso a operação de tornou mais eficiente e rápida que em qualquer outro computador. Isso ocasionou aumento da competitividade na área, mas ainda é possível ser um minerador. Porém, para isso você precisará adquirir um hardware de mineração, que consomem uma grande quantidade de energia, além de produzirem muito ruído e aquecerem demasiadamente, por ficarem o tempo todo ligados. Então, é importante considerar todos esses pontos antes de se aventurar na mineração, pois será necessário um sistema de refrigeração (principalmente considerando o calor do Brasil) e um isolamento acústico, caso pretenda utilizar a máquina em uma área residencial.

Alternativamente, caso prefira, você pode fazer parte de uma das pools de mineração, que são grupos de mineradores que se reúnem para juntos resolverem os problemas matemáticos e, feito isso, dividirem a recompensa de acordo com a contribuição de cada um para a resolução. Há quem afirme que é praticamente impossível minerar sem fazer parte de uma pool.

Halving

Outra nomenclatura importante na mineração é halving, que em tradução literal significa “cortar pela metade”, e é exatamente isso que acontece com a recompensa para os mineradores a cada 210 mil novos blocos criados, que acontece aproximadamente de 4 em 4 anos. Em 2009 a recompensa era de 50 bitcoins, desde então já ocorreram 3 halvings, o último ocorreu este ano, em 11 de maio, e levou a taxa a 6,25. Esse padrão se manterá até que o total de bitcoins previsto seja minerado. Esse processo é o que  mantém a valorização da criptomoeda pois, seguindo a lógica da oferta e demanda, quanto mais escasso é o bem, mais valorizado ele é. Além dessa particularidade, à medida que o sistema identifica uma solução mais rápida ou um maior número de mineradores na rede, ele aumenta o nível de dificuldade do problema matemático.

Como você deve ter percebido, minerar bitcoin não é tão simples e demanda um investimento considerável. Caso você tenha interesse na moeda e queira investir, ao invés de minerar, você pode adquirir moeda. Mas para isso você precisará de uma Easy Wallet.

Por que optar pela Easy Wallet da StartPay?

Start Pay é uma fintech com o conceito de Easy Wallet , que une soluções de pagamento pelo celular e permite utilizar criptoativos nas compras.
As criptomoedas aceitas pelo app são: Bitcoin, Bestkoin, Bitcoin Cash, Ethereum, Litecoin e XRP (Ripple).Comece a investir hoje mesmo no mundo das criptomoedas.
Baixe o app da Start Pay pela App Store ou Google Play e aproveite.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui